LUCIDEZ GARANTE UM BOM SEGURO

Minha intuitividade anda muito aflorada nestes tempos de reflexões empresariais dos fatores que envolvem o produto seguro e os consumidores em geral. Tornou-se um hábito meu a busca por identificar causas e soluções para ajudar o produto seguro a ser cada vez mais valorizado pelas pessoas físicas e jurídicas deste País. Como nos tornamos especialista ou vivencialista deste setor, não conseguimos nos conformar com algumas considerações, hábitos de ordem geral e estatística de que o brasileiro não gosta de Seguro. 

Para não perdermos muito tempo com isso, ou seja, ficar falando dos números que nos acometem como, por exemplo, a pesquisa do Sindseg (Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros) de que 19% dos brasileiros tem algum tipo de seguro, enquanto que a média global é de 32%, vamos ir diretamente ao ponto. Nosso “finish” profissional vem carregado da relação direta que mantemos há mais de quatro décadas com o produto seguro.

Vamos raciocinar especificamente sobre o ponto se vale ou não vale a pena fazer seguro para garantir patrimônios. Pode ser um automóvel ou uma fábrica, indústria, construção, etc. Primeiro fator que devemos considerar é que a análise sempre deve ser feita pelo Exercício Fiscal, quero dizer, anual. Acredito que neste sentido todos deverão concordar, pois no Brasil e no Mundo todos os fatores macro e microeconômicos estão estruturados nesta periodicidade.  

TAXAS MÉDIA

O Seguro de um Automóvel Compreensivo (AUTO/RCF-V/APP) possui Taxa Média de 4% a.a., já os Seguros Patrimoniais (Cobertura Básica e Acessória), aceitos pela Indústria Seguradora, em sua grande maioria – oscilam taxas entre 0,05 e 0,40% a.a. Cabe a você, empresário ou gestor responsável pela contratação do produto seguro fazer a conta certa ao analisar números, riscos e propostas, e tomar a decisão pelo melhor custo/ benefício, caso contrário poderá cometer terríveis equívocos.

O CASO

Imaginemos um automóvel de R$ 70.000,00; transformado em investimento mensal para cobrir a sua perda direta (sem considerar as probabilidades de Responsabilidade Civil Danos Materiais, Danos Corporais e Moral causados a Terceiros), obrigaria uma poupança mensal de R$ 5.833,33. O Custo Anual de Transferência para o produto seguro é aproximadamente de R$ 2.800,00. Finalizando, o que de fato vem evidenciar a vantagem obtida pela Contratação do Seguro é outra conta muito simples: seriam necessários a renuncia de 25 anos do prêmio do seguro para você equiparar seu Patrimônio. Ao fazermos esse paralelo com Seguros Patrimoniais a media é 10 vezes maior.  

SUA EMPRESA

Um Patrimônio de R$ 15.000.000,00 – implica em uma poupança mensal de R$ 1.250.000,00 para deixar de investir R$ 60.000,00 ao ano, que seria o valor a ser pago no Seguro. Neste exemplo teríamos uma renuncia de 250 anos do prêmio do seguro para equiparar o Patrimônio, isto é, deixando de fazer o seguro e poupando o valor correspondente ao seu premio anual, você precisaria de 250 anos para juntar o valor que vale o seu patrimônio.

O QUE DIZ O CONTRATO DE SEGURO

Fica claro que qualquer conta neste sentido fica improdutiva e fere qualquer princípio econômico-financeiro e/ou de Gestão Empresarial. Outro aspecto importante, ou melhor, tão importante como as análises mencionadas acima, diz respeito as diferenças que há entre não fazer ou fazer mal feito. Deixar de analisar o produto, coberturas, garantias e franquias, para obter redução no Prêmio do Seguro, pode esconder uma surpresa desagradável e grave. Vamos as contas: pegue um Seguro Auto/RCF-V/APP novamente. Duas ou mais propostas para o cliente decidir e ele opta pela de menor custo. Diferença R$ 150,00. Porém a que ele escolheu tem RCF-V Danos Materiais (DM) de R$ 50.000,00 e a outra apresentou R$ 100.000,00. Ocorre um sinistro, com culpa do segurado e danos a um Terceiro (outro automóvel) no valor de R$ 70.000,00. Ele contratou R$ 50.000,00 ficou faltando R$ 20.000,00 por uma diferença de preço de R$ 150,00.  Quer que façamos analogia no Patrimonial, Pois então vamos lá. No momento da contratação você não sabia e ninguém te informou ou orientou que o seguro na cobertura básica é a risco relativo, isto é, precisa declarar o Valor em Risco correto. No cálculo constou que o VRD é igual ao LMI = R$ 15.000.000,00 – porém o VRD poderia ter sido maior, mas por desconhecimentos isso não foi devidamente tratado. Ocorre um Sinistro Incêndio. A Seguradora manda seus peritos avaliadores até o local para a realização do levantamento do VR e dos Prejuízos. Apuram um VR de R$ 20.000.000,00 e um Prejuízo de R$ 5.000.000,00. Existe uma margem de erro aceito pelo SEGURO de 20% no VR, caso contrário, sendo maior será aplicada a clausula de rateio, ou seja, o seguro é a risco total proporcional, e a Seguradora acabou encontrando erro de definição. A formula da indenização é

I = P x IS / VR  = 5 x 15 / 20 =

Portanto Indenização = R$ 3.750.000,00 – ou seja, a falta de orientação ou a vantagem obtida, qualquer que seja, provocou uma Redução de Indenização de R$ 1.250.000,00. Este fato pode ocorrer também nas Coberturas Acessórias que são a Risco Absoluto, ou seja, a Garantia Segurada será sempre o Limite máximo de Indenização. Qualquer erro de avaliação pode levar a uma Indenização inferior ao prejuízo, ocasionando um grave problema econômico-financeiro na Empresa.

Como estamos iniciando uma nova era em que todos os sentidos e campos de atuação humana estão sob judice, que passa a requerer de todos nós um novo modelo existencial e cultural, devemos não somente acreditar que nem tudo é só preço, que é preciso ir além, para reconhecer a quem e de que forma você está protegendo seu patrimônio, confiando sua apólice de seguro a uma empresa e profissional que tenha expertise e definitivamente entender que o Seguro é um Contrato de direitos e obrigações, como promessa futura de ressarcir perdas materiais e lucros cessantes. 

Shirtes Pereira.

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