SEGURO E SUA DEFINIÇÃO PRÁTICA

O ponto de vista do segurado, o conceito básico dos seguros é a transferência de risco que caracteriza a imprevisibilidade da vida e das inúmeras conquistas pessoais e familiares. A decisão por ela ocorre de forma mecânica e financeira, onde o segurado avalia ou viabiliza possibilidades de perdas e o custo para salvaguardar ou ressarcir o seu patrimônio. Infelizmente o custo dessa transferência não cabe no bolso de todo mundo. Estimamos que 1/3 da população brasileira encontra-se atualmente nesta linha de poder de compra do produto seguro para fazer frente a tais circunstancias. Estes suportam arcar da decisão. Não se trata tão somente de um hábito, mas sim de uma possibilidade (vantajosa) de natureza preventiva.

No seguro de vida, por exemplo, devemos definir o capital segurado pela responsabilidade que a nossa renda representa no “ponto de equilíbrio” familiar. Como sugestão é multiplicar o custo mensal das responsabilidades por 60 meses (5 anos), tempo suficiente para que a família recupere a perda do seu responsável financeiro. Seguro de vida é risco e não aposentadoria.

No seguro de riscos patrimoniais, devemos pensar no real valor do prédio (P), máquinas, móveis, utensílios e instalações (MMMUI) e nas mercadorias e matérias primas (MMP) que constituem a empresa.

No seguro de transportes nacional ou internacional, o alvo é o contrato comercial de compra e venda (a responsabilidade cabe negociar) que firmamos na compra ou na venda do produto contratado.

No seguro automóvel o casco já possui relação com a tabela FIPE (menor ou maior que 100%), mas a cobertura de terceiros, dano moral e demais condições adicionais requer observação especial e pragmática, pois qualquer avaliação imprecisa poderá penalizar ou faltar por ocasião de um sinistro.

No seguro de responsabilidade civil profissional ou empresarial, em suas diferentes modalidades, é preciso avaliar a carga ou o peso de um erro ou omissão que estamos sujeitos por execução e/ou, a princípio, pela existência, uso e conservação, incêndio e explosão; definindo assim qual o capital necessário para fazer frente a especificidade destes danos.

Enfim, a pratica de transferir risco é excepcionalmente moderna e dinâmica, capaz de responder com eficiência às imprevisibilidades que nos acometem, mas requer análise e pormenores que não devemos abrir mão, nem relegar.     

Shirtes Pereira

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