A MEDIOCRIDADE DAS PROPOSTAS SUBVERSIVAS

Desde 1980, quando deixamos o setor securitário e adentramos ao do corretor de seguros, o seguro de vida foi palco de inúmeros acontecimentos misturados a expectativas, dramas, sonhos e tentativas (absurdas) do tão sonhado “ganho de escala”. Comenta-se a “boca pequena” que o seguro de vida é a aposentadoria do corretor de seguros e o de maior superávit na vida de uma corretora de seguros.

Lembramos claramente quando recebemos a visita de um advogado de São Paulo, com o qual mantínhamos parceria na época e que esteve envolvido com a entrada do MMN no Brasil. Ele saiu num sábado de lá e veio até Rio Preto para conversarmos e nos propor o tal do MMN (marketing multinível) no seguro de vida. Havíamos entrado recentemente no mercado da corretagem de seguros, vindos de Cias Seguradoras e estávamos ávidos por conquistas. Em um primeiro momento ao ouvi-lo falar sobre os números que poderíamos atingir e a forma de implantação, ficamos totalmente entusiasmados com a ideia, imaginando que alcançaríamos rapidamente o sucesso. Porém, depois de alguns minutos de reflexão, quando ele já tinha ido embora, inclusive, percebemos que tudo não passou de uma “fantasia”, compartilhamento de uma loucura momentânea, impossível aos nossos propósitos, devido a um problema grave de cunho institucional, profissional e ético. Isso aconteceu no início dos anos 90.     

O MMN vem da década de 30, mas foi a partir de 1975 que se consolidou em modelo de negócio, nos Estados Unidos. No Brasil a partir de 1980 é que se inicia sua regulamentação.  Podemos afirmar que esse é o modelo precursor das atuais franquias, pelo menos na forma. Essas propostas mirabolantes não pararam por aí, houve outras, inclusive a do modelo atual das franquias fomentadas em nosso setor, que fere drasticamente a Lei 4.594/64 que regulamentou a profissão do corretor de seguros em seu Artigo 2º (Depende de Prévia obtenção de titulo de habilitação). Infelizmente tudo isso vem ocorrendo sistematicamente e podemos ver inúmeras situações que colocam em risco a hegemonia alcançada pelo Sistema Nacional de Seguros: de um lado a Indústria sendo atacada e do outro lado o canal de distribuição dos corretores de seguros sendo ameaçado, inclusive sobre ele mesmo.

Voltando ao seguro de vida, constatamos uma situação bem atual, onde sindicatos patronais e dos trabalhadores, em busca de uma fonte de receita alternativa, para cobrir a falta da contribuição sindical obrigatória, estão criando formas que se assemelham a tantas outras que mencionamos acima.  O que dantes parecia impossível agora não mais o é, pois estamos vendo patrão e empregados unidos para constituir receitas alternativas sob alegação de “chavão popular” BENSOCIAL ou benefício sócio econômico, levando terror às administradoras de imóveis e síndicos, textualizando sua obrigatoriedade sob determinação das duas entidades. Uma terceirização oportunista e descarte de qualquer legalidade.

Shirtes Pereira            

Estamos orientando administradoras e síndicos, a fazer o que fizemos lá atrás, pois uma análise mais detalhada deixa fácil compreender os propósitos dessas pretensas determinações, que da mesma forma como estão sendo implementadas, sugerem a sensibilidade de não as acatar e a tranquilidade de permanecermos com o seguro de vida que representa o “BEM” Social Verdadeiro.

Shirtes Pereira

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